
Enquanto decorreu o conflito da
Segunda Guerra Mundial, em que grande parte dos países europeus estiveram envolvidos, Portugal manteve-se neutro e, consequentemente, fora dos confrontos directos. Apesar disto no principio dos anos 40, quando o palco de guerra parecia continuar a alastrar, em Portugal, por questões de segurança, elaborou-se um
plano para a defesa antiaérea de Lisboa.O Comando Geral, regimento que superintendia toda a operação, encontrava-se em Queluz, sendo composto por quatro grupos dispostos em anel na periferia da capital. Na Margem Sul existia então o
4º Grupo Misto de Antiaérea, com comando em Corroios e baterias nos Foros de Amora, Torre da Marinha, Santo António da Charneca, Moita, Samouco e Alcochete. Em cada bateria, existiam normalmente montadas quatro peças de fogo semifixas, de calibre 9,4 cm, que visavam atingir especialmente grandes aviões bombardeiros. Paralelamente a estas, encontravam-se peças de fogo de 4 cm e metralhadoras pesadas, que defendiam também ataques ao solo feitos por caças.
Dirigindo um conjunto de seis baterias, esteve sediado durante cerca de uma década em Corroios, 1942-1952, o comando do
4º Grupo Misto da Defesa Antiaérea de Lisboa. Situado nas dependências da Quinta do Castelo, possuía uma guarnição de cerca de 40 homens, comandados superiormente por um oficial com a patente de major. Nas outroras instalações agricolas da quinta, existia nesta data uma central de transmissões (rádios e telefone) afecta ao comando, uma arrecadação de material de guerra, parque auto e respectiva oficina mecânica, uma pequena enfermaria, uma cozinha, as respectivas messes de oficiais e sargentos e a caserna dormitório dos praças.
Ainda hoje muitos dos
antigos residentes de Corroios se recordam de ouvir tocar a alvorada e o recolher pelo clarim, assim como das saídas em pelotão que os militares faziam, marchando pelas ruas da povoação. Hoje, deste importante e estratégico ponto de defesa da capital de Portugal,
restam apenas ruínas, entulho, estruturas muito débeis e povoadas por sem abrigo e traficantes de droga. Aos olhos de quem passa, a imagem de uns edificios velhos e em ruínas, são o que Corroios tem para oferecer primariamente,
a vila do presente que se diz cidade do futuro mas que não sabe reaproveitar, restaurar e respeitar as obras e memórias do passado. A inércia de um
executivo mentiroso como é o da CDU no Seixal, que a única obra que mostra é o tipico engalanar de espaços verdes no período pré-eleitoral,
CORROIOS MERECE MELHOR!!